Não sei direito qual a edição deste festival que aconteceu em Urussanga este final de semana, mas lembro que fui ao primeiro que teve na cidade, no ginásio do Colégio Marista, há muito tempo atrás.

A iniciativa da organização em fazer um festival voltado para o público jovem que curte um som mais pesado, surf e skate, realmente foi um diferencial pra a cidade. Antes de começar a acontecer eventos desse tipo aqui, o pessoal era obrigada a ir para cidades maiores, como Camboriú, Porto Alegre e Curitiba para ver alguma coisa de qualidade, mas como a cidade apresentou uma grande demanda para esse tipo de evento, Criciúma agora está na cena do Hard Core nacional.

Isso se confirmou este final de semana, com o grande público presente no show do Less Than Jake, atração internacional. O que mais me agradou foi o fato de que as pessoas que foram lá realmente curtiam as atrações, e a faixa etária também tava boa, com várias pessoas da minha geração. Além disso, o público deste evento é muito abrangente, indo desde o cara que curte o som sem rótulos, simplesmente por curtir, até o doidão fanático que tava se quebrando lá na frente do palco.


Sobre a experiência de “fotógrafa por um dia”, achei o máximo! Graças a minha irmã Ana Reczek, que abdicou da entrada free (que só ganhamos uma, infelizmente, já que ela queria postar no blog dela ao vivo via celular os babados do festival mas a organização não cedeu credencial pra ela) e de seus equipamentos fotográficos, passando tudo para meu nome (por uma noite só, claro), agora sei como é estar na pele de quem captura e eterniza esses momentos tão legais pra gente. Embora seja fantástico ficar grudada no palco recebendo atenção dos artistas, no outro dia o corpo cobra. Cansaço e dor física, mas a satisfação de ver todo mundo elogiando teu trabalho. Pra quem ama o que faz, acho que vale a pena o sufoco.

As fotos do festival vocês encontram no meu orkut.  Segue aí alguma das minhas preferidas!

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Soluções

03/17/2009

Hoje passou no Jornal do Almoço uma reportagem sobre a construção civil e sua relação com a comunidade, e eu gravei…




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Como todos nós, moradores de Criciúma, sabemos, o Rio Criciúma é um grande esgotão. Existem inúmeras edificações construídas em cima de seu canal, vários esgotos desembocando em seu leito e, claro, respeito zero com os recuos necessários.
Embora muita gente já esteja acostumada com a situação, isso é um ponto que realmente me incomoda. Talvez por eu ter morado praticamente minha vida inteira sobre ele e sofrido com inúmeras enchentes, eu não consigo me conformar com essa deficiência na infraestrutura da cidade.
Um rio que poderia ser benéfico para a cidade, que poderia contribuir de alguma forma para o seu crescimento, foi praticamente esquecido embaixo das sujas, velhas e lamacentas estruturas de nossos edifícios. Se pelo menos recebesse um tratamento em suas margens, deixando-o mais visível e permitindo que as pessoas sentissem um mínimo de pena dele, resolvendo não sujá-lo mais, já seria um enorme começo… mas para isso, os inúmeros prédios que estão sobre ele precisariam ser derrubados, o que é praticamente inviável.
Este problema acontece em várias cidades que tem rios passando dentro de sua malha urbana, já que, com o tempo, o rio vai perdendo sua serventia, pois as ruas e os edifícios vão se tornando mais importantes que a natureza em geral. Eles acabam sendo esquecidos, pois ninguém mais pesca seus peixes ou usa-os como balneário ou transporte.
E então, após essa invasão do território fluvial pelo crescimento das cidades, começa a acontecer o que podemos, sim, chamar de vingança da natureza. As chuvas vem com força, levando morro abaixo tudo o que está solto do solo: folhas, ganhos, lixo, sujeira… os bueiros entopem… o rio transborda. Pronto, tá feito o estrago. E a população reclama, chora suas perdas: carros levados pela água, garagens inundadas, lojas tomadas pela água.
Essa é a hora de pensar que, se na hora em que fizeram o planejamento urbano da cidade tivessem pensado uma solução simples e eficiente para a questão de termos um rio passando no interior de nossa malha urbana, talvez esse problema de inundação não fosse tão frequente hoje em dia.
Mas, como agora já tá feita a cagada, o que são bem vindas são as soluções para amenizar o problema.
A reportagem mostra o sistema de cisterna para captação de água da chuva através dos telhados dos edifícios, que, além de ser uma forma de economizar água, também contribui para diminuir o fluxo de água nas ruas durante chuvas fortes.
Funciona de forma muito simples, e essa água captada ainda serve para irrigar jardins, lavar calçadas, desgarga de banheiro e etc.
O esquema é assim:
http://www.acquasave.com.br/esquema.html

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Simples, barato e limpo. Quem mora em casa, pode adaptar sua residência para utilização desse sistema. Economiza um dinheirão na conta de água e ainda colabora com o meio ambiente, evitando o disperdício de água doce. Serve também para sua casa de veraneio, não esqueça!
Outra coisa que chamou a atenção na reportagem, mas ninguém citou, foi o telhado que aparece ali. Uma telha Basilit de cor clara. Pra quem estiver interessado em colaborar com a redução da temperatura nas cidades, pode começar por aí. Com a utilização de telhas claras, você estará evitando o aquecimento de sua cidade através da parte de sua edificação que mais recebe calor: o telhado.

É o mesmo efeito da tua roupa. Sai de casa com uma blusa preta num dia de sol. Troca por uma branca e sai de novo. Depois me responde com qual das duas o calor te incomodou mais!!!


Estudamos 5 anos, viramos noites, gastamos horrores com plotagens e material… tudo isso pra quê? Tem gente que pensa que ser arquiteto é simplesmente projetar casas e interiores.

Ao contrário disso, devemos usar nosso conhecimento pro benefício geral da comunidade. Se temos tantas atribuições, pra que focar em uma só? Claro que todo mundo vai se especializar em alguma coisa, mas isso não significa deixar de lado as outras coisas. Além disso, trabalhar sempre levando a sério a legislação e a ética já é um bom começo pra quem quer ser mais do que um projetista formado.  Isso serve pra qualquer profissão. Não fazer as coisas por debaixo dos panos, respeitar os colegas, as instituições e conselhos, e tudo mais que nossas mães sempre falaram.

Eu quero trabalhar com habitação social. Acabei me interessando por isso depois que começaram a falar sobre o assunto na faculdade… acho que, entre passar a vida projetando coisas normais ou me dedicar a um assunto que a maioria despreza, prefiro a segunda opção.

Claro que tenho um conceito pra tudo isso, mas resumindo, quero contribuir de alguma forma com as pessoas que não tiveram as oportunidades que eu tive na vida. Aquele história toda de conforto e qualidade de vida. Quero isso para todos, não só pra quem pode pagar por regalias tecnológicas que custam uma banana. Vamos investir em sistemas construtivos alternativos! Universidades, invistam em pesquisas! Novos materiais, novos conceitos! Acreditem na opinião de quem será beneficiado… questionem, mudem, mas não bebam pepsi porque faz mal pros dentes!

Pq?

03/09/2009

Hoje minha irmã Ana veio me falar que não existem blogs falando a respeito de arquitetura em Criciúma. Resolvi, com a ajuda dela, criar um que trate de expôr o dia-a-dia de uma estudante quase formanda do curso de arq. e urb., mostrando tudo o que acontece de novidade no mundo universitário e no mundo real.

É basicamente isso. Amanhã venho com as primeiras atualizações!