Casas Pequenas

01/11/2011

Ao ler a reportagem da revista Casa Cláudia de Dezembro, referente ao assunto, percebi que me identifico muito com espaços reduzidos. Desde pequena – talvez como toda criança – gostava de brincar embaixo de escadas, mesas, dentro de caixas de papelão (uma vez ganhei um castelo de papelão feito por minha irmã Ana Reczek e seu colega Vinícius Grings. Uma das melhores lembranças da minha infância). É a sensação de abrigo, aconchego, que me encanta.

Os espaços pequenos são vistos, aos meus olhos, como desafios. É muito fácil distribuir móveis em uma sala grande, por exemplo, pois ela poderá funcionar de muitas formas. Em uma sala com medidas reduzidas, talvez exista um único modo em que ela funcionará perfeitamente, e é aí que está o desafio: encontrar essa solução.

É também um desafio para os designers criar móveis que se adaptem ao estilo de vida dos que preferem a praticidade de um pequeno apartamento, loft ou mesmo uma simpática casinha. Esses móveis multifuncionais, como os que aparecem no vídeo famoso no YouTube, me lembraram uma cama de brinquedo – acho que da Barbie – que eu tinha quando pequena, daquelas que giram para a posição vertical e embutem na parede.

E o meu encantamento por essas soluções brilhantes não pára por aí. Passei muitos anos da minha vida viajando de motorhome com a família de uma grande amiga, hoje advogada Priscila Cardoso Borges. Os armarinhos, geladeirinhas, banheirinhos e outros “inhos” projetados exclusivamente para estas fantásticas casas móveis me deixam morrendo de vontade participar desse processo de criação.

Além de charmosos, os ambientes pequenos são facilmente decorados, iluminados e limpos. Para uma vida prática como a que desejamos ter nos tempos de hoje, acho essencial pensarmos na simplicidade e no realmente necessário, permitindo assim que a relação com os nossos espaços seja muito mais profunda e intensa.