Improvisando

02/10/2011

De tanto olhar soluções de decoração utilizando materiais inusitados em blogs e revistas sobre o assunto, fiquei com vontade de entrar para esse feliz grupo de pessoas que reaproveitam objetos para outros fins senão o original para o qual foi concebido. E foi passeando pela praia onde eu veraneio – balneário Rincão – que achei, no lixo de um supermercado, duas caixas de fruteira em ótimas condições. Joguei pra dentro do porta-malas e fui embora feliz.

Tive, como idéia inicial, utilizá-las como prateleiras no meu quarto, já que aqui na praia não tenho esse luxo. Mas foi na hora do aperto, com parentes chegando e minha mãe dando ataque de pelanca porque a casa não estava florida como deveria, que finalmente me veio à mente o destino promissor que as caixas teriam: Floreiras!

E foi assim, com a ajuda de um spray anti-cupim Jimo (R$16), uma lata de Osmocolor transparente com FPS (R$30), cantoneiras (R$5 cada), pincel, parafusos, buchas, furadeira e, claro, meu pai André, que transformei essas caixinhas em lindas e floridas floreiras. As mudas comprei em uma agropecuária e paguei R$20 por 30 unidades. Não sei o nome da flor, mas é algo tipo uma boca-de-leão. Sobrou muita tinta e muito Jimo, então guardei para usar em alguma outra aventura com madeiras.

Minha mãe ficou feliz, as visitas adoraram e agora o jardim está mais completinho. Ficou fofo quando os tomatinhos-cereja da minha mãe nasceram e enfeitaram esse cantinho de vermelho, junto com o colorido das minhas flores.

Charmosa e barata!

Realmente, dá para animar a casa gastando muito pouco.

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Dias de Chuva

01/22/2011

O dia chuvoso de hoje me inspirou para escrever este post (Aproveitando que agora tenho internet na minha casa de praia, posso ter o privilégio de escrever e publicar em seguida!).

Quando estamos cansados, nada melhor do que um final de semana chuvoso para passar longas tardes embaixo do edredon curtindo o barulhinho da chuva, assistindo a um filme e comento aquela pipoca. Mas… E quem não está cansado, como fica? Se você é daquele tipo super ativo, que não agüenta ficar sentado no sofá esperando a chuva passar – como eu – aqui vão 6 dicas do que fazer para o tempo passar mais rápido!

1. Arrume Tudo. Isso mesmo. Não digo fazer faxina, porque faxina com chuva ninguém merece… Falo em colocar ordem no armário, nas gavetas, nas prateleiras, separando tudo o que você não for mais usar, tudo o que não serve (e continuará não servindo), e tudo o que estiver puído (principalmente calcinhas, cuecas, meias e camisetas). Aproveite também para dar aquela geral nos armários do banheiro, jogando fora produtos vencidos e embalagens vazias. A reportagem da revista Casa Cláudia de Dezembro, Ano Novo, Casa Nova, dá dicas preciosas de arrumação e purificação ambiental.

2. Faça um chá. Com a correria do dia-a-dia, as vezes esquecemos de tirar um tempo para meditar e descansar a mente. Acompanhe a água fervendo, escolha o chá que mais lhe agrada, observe a infusão, a água mudando de cor… Depois escolha um lugar calmo, e, em silêncio, deguste o chá. Chimarrão também serve… É um santo remédio, acalma e acalenta qualquer coração.

3. Chame os amigos para um café da tarde. Acho que isso funciona melhor com as mulheres ou com os gays, mas homens também podem. Prepare uma mesa com diversas delícias, inclua bolinhos de chuva para entrar no clima (minha mãe sempre fazia quando chovia na praia e eu e minha irmã ficávamos aterrorizando dentro de casa), compre ou asse bolos e sirva-os acompanhados de geléias, doce de leite, mel, melado e nata. Ofereça bebidas quentes e frias. Espere para passar o café quando as pessoas estiverem chegando, para que o aroma traga sensação de aconchego para os convidados. Além de aproveitar para colocar o papo em dia, o anfitrião receberá muitos elogios pelo carinho e pelo charme e sabor do café oferecido. Portanto, capriche e aprecie todo o sabor dos quitutes sem remorso por sabotar a dieta. Amanhã você malha!

4. Jogue. Vale tudo: Baralho, dominó, Jogo da Vida, Perfil, Imagem & Ação, Banco Imobiliário, bocha em cancha coberta. O importante é juntar os amigos e dar muita risada.

5. Volte à infância. Se estiver calor, coloque uma roupa velha, pegue a bicicleta e faça o que você não faz desde os 12 anos (eu fiz ano passado): Passe na casa dos amigos e vá juntando aquela gangue de bicicletas, espalhando o terror na chuva, passando a mil pelas poças de água sem se importar em estragar o cabelo, o tênis ou a dignidade. Só se importe em rir e ser feliz.

6. Atualize seu blog. Enquanto eu escrevia, vejam só… A chuva passou!

Casas Pequenas

01/11/2011

Ao ler a reportagem da revista Casa Cláudia de Dezembro, referente ao assunto, percebi que me identifico muito com espaços reduzidos. Desde pequena – talvez como toda criança – gostava de brincar embaixo de escadas, mesas, dentro de caixas de papelão (uma vez ganhei um castelo de papelão feito por minha irmã Ana Reczek e seu colega Vinícius Grings. Uma das melhores lembranças da minha infância). É a sensação de abrigo, aconchego, que me encanta.

Os espaços pequenos são vistos, aos meus olhos, como desafios. É muito fácil distribuir móveis em uma sala grande, por exemplo, pois ela poderá funcionar de muitas formas. Em uma sala com medidas reduzidas, talvez exista um único modo em que ela funcionará perfeitamente, e é aí que está o desafio: encontrar essa solução.

É também um desafio para os designers criar móveis que se adaptem ao estilo de vida dos que preferem a praticidade de um pequeno apartamento, loft ou mesmo uma simpática casinha. Esses móveis multifuncionais, como os que aparecem no vídeo famoso no YouTube, me lembraram uma cama de brinquedo – acho que da Barbie – que eu tinha quando pequena, daquelas que giram para a posição vertical e embutem na parede.

E o meu encantamento por essas soluções brilhantes não pára por aí. Passei muitos anos da minha vida viajando de motorhome com a família de uma grande amiga, hoje advogada Priscila Cardoso Borges. Os armarinhos, geladeirinhas, banheirinhos e outros “inhos” projetados exclusivamente para estas fantásticas casas móveis me deixam morrendo de vontade participar desse processo de criação.

Além de charmosos, os ambientes pequenos são facilmente decorados, iluminados e limpos. Para uma vida prática como a que desejamos ter nos tempos de hoje, acho essencial pensarmos na simplicidade e no realmente necessário, permitindo assim que a relação com os nossos espaços seja muito mais profunda e intensa.

Viajando

10/26/2010

Antes de qualquer coisa, quero reclamar. Eu sempre deixo pra depois meus posts, e quando resolvo me movimentar já acumulou tanta coisa que eu nem sei por onde começar (como já diria CPM 22).

Bom, seguindo com o que interessa, estou de volta depois de duas semanas na estrada. Fui pro XIX ELEA Brasília – Em Busca da Terra do Nunca – que aconteceu entre os dias 09 e 16 d Outubro. Foi bom eu ir pra acabar com o último vestígio de admiração imaginária que eu tinha por essa cidade. Eu não entendo… Como pode, Jusce? Como pode, Lucio? Niemeyer, eu nem pergunto, pois vindo de ti eu espero qualquer coisa. Aquela cidade é o mármore (asfalto) do inferno, a frigideira de Satanás, pegadinha do malandro. Niguém consegue viver lá, aquilo é um reality show muito do sem graça. A minha amiga Dani Piazza teve uma insolação ao atravessar aquela calçadinha entre a Catedral e o Museu Nacional, e com isso já dá pra imaginar o frescor da nossa capital nacional. Fora isso, o encontro foi ótimo!

Depois de lá fui pra São Paulo participar da III Construtech, promovida pela editora PINI. Aproveitei para visitar minha irmã Ana e meus tios emprestados, Nila e Laércio. Graças a eles tive a oportunidade de conhecer um senhor muito querido, o Eng. Adriano Guidotti, pai do renomado arquiteto André Guidotti. O que me encanta em Sampa é essa possibilidade de conhecer pessoas interessantes e importantes, em seu habitat natural, se é que me entendem. Todo mundo muito à vontade, vivendo sua vida, enquando gente como eu, reles mortal, fica abestalhada olhando e pensando: “…que legaaaaal”

Além dos passeios e pessoas maravilhosas, SP também ofereceu muitas novidades pra minha área profissional, que espero poder utilizar logo.

Meu vôo de volta foi para Florianópolis, e no caminho eu e meu pai decidimos almoçar na Praia do Sonho, um pouco antes da Guarda do Embaú. Ainda não conhecíamos, e foi uma surpresa. Fica pro próximo post!

No último final de semana, após o falecimento do meu Tio Henrique em Novo Hamburgo, fui pra lá ajudar minha mãe com as burocracias e acompanhá-la de volta pra casa, após viver quase cinco meses se angústias.

Tio Henrique, quando morava em Niterói-RJ, com algumas crianças da vizinhança.

Como minha função lá era de distrair a Mama e evitar fazê-la pensar no seu falecido irmão, decidi mantê-la passeando a maior parte do tempo.

Novo Hamburgo, pra quem não sabe, fica aos pés da Rota Romântica (mais conhecida como BR 116), estrada que leva até Gramado. Já fui milhares de vezes pra Canela, Nova Petrópolis, Gramado, mas nunca tinha entrado nas cidadezinhas que levam até lá. Foi sugestão da minha mãe que fossemos para Dois Irmãos (onde tem fábricas de sapato também, com lojas de ponta de estoque) e para Morro Reuter (Pode pronunciar Mororóiter, a alemoada fala assim).

São cidades fantásticas! Dois irmãos, nessa época, comemora aniversário de imigração, e a festa é chamada Kerps. Logo, a cidade estava toda decorada, com guirlandas de flores de garrafa pet e longas fitas nas cores da bandeira alemã. Sem contar as casas com arquitetura eixamel, aquela típica germânica. Uma tetéia!

Dois Irmãos decorada para o Kerps!

Por indicação de uma amiga de lá, visitamos a loja da APAE, que vende sapatos com preços ridiculamente baixos, mas tem que garimpar. Comprei uma bota campeira, de couro legítimo, toda forrada e etiquetada para a marca DKNY (isso mesmo, Donna Karan New York), por $40. Minha mãe comprou duas botas absurdamente lindas, também de couro legítimo, pelo mesmo preço cada par: $40.

No outro dia fomos para Moro Reuter, que é logo após Dois Irmãos, conhecer um restaurante chamado El Paradiso. É no alto de uma montanha, a estrada é toda asfaltada e a paisagem é muito linda. Além disso, vale muito a pena prestar atenção nos portões das casas à beira da estrada. Nota 10 em criatividade pra um portão decorado com aranhas de metal gigantes. Infelizmente não fotografei nenhum.

Depois de alguns minutos nessa estrada cheia de curvas e subidas, chega-se ao El Paradiso. Realmente, o local faz jus ao nome. Com uma paisagem européia e jardins dignos de filme, o local tem uma comida típica alemã deliciosa e atendimento ótimo. Destaque para a cesta de ervas frescas oferecida no final do almoço, onde se pode escolher o chá a ser apreciado após a comilança. Sehr schick!

Vista do jardim, através da porta do restaurante.

Restaurante El Paradiso

Enxaimel e lustres criativos.

Pra completar, os proprietários mantêm uma criação de gatos de raça (só não me pergunte qual raça…).

Miau

Agora já sabem, no próximo feriado, ao ivés de visitar a manjada Gramado, experimentem estas opções!

Resumão

08/23/2010

Bom, acho válido fazer um resumão dos ultimos meses, já que aconteceram várias coisas.

Comecando da última cosia que eu me lembro, que foi o EREA Curitiba (Minha memória anda péssima e to preocupada com isso)… Fui com a Dani (danipiazza_) e a Jô Savi trabalhar como Apoio do encontro, e como sempre, foi SENSACIONAL. Já tinha ido uma vez de apoio (só que sozinha) pra Areia, na Paraíba (isso também rende um post mais tarde) durante o verão.

Mais uma vez, fiz montes de amigos, passei por coisas incríveis, e fiz muuuuuita força. Foi siniiiiistro demais. Fui como apoio de infra (UHHH), esperando limpar banheiro e varrer salas. Acabei atolada até o meio da canela no lodo e na graxa, junto com todos os outros apoios de todas outras diretorias, além de 90% da ComOrg, durante a limpeza do pavilhão. Foi pra moer.

Além disso, passei 90% do tempo trabalhando no bar. Parece que to reclamando, eu sei, mas não é nada disso… me orgulho muito de ter vivido isso, foi demais, inesquecível… as noites viradas, as unhas quebradas, as roupas jogadas no lixo. Por isso que AMO EA’s!

Bom, depois disso, retomei meus trabalhos pra tentar terminar meu TFG. Só digo uma coisa: FOI SOFRIDO. De verdade… meu pai é quem pode narrar essa história, porque foi ele que me aturou, aguentou meus chiliques, meus medos e tudo mais… (pai te amo). Minha mãe, tadinha, tá em Porto Alegre desde Abril por conta da saúde do meu tio. problemas, problemas. Mas ela também me deu todo o apoio possível e sofreu à distância!

Cheguei no fundo de todos os poços, engordei 10kg, apresentei meu trabalho, PASSEI, e agora cá estou, já 3kg menos gorda e muito mais animada.

A festa de formatura foi ótima, passou voando, nem senti,

Agora estou bem mais aliviada,  e aos poucos voltando a ter vida social, a participar dos rodeios e a viajar.  Sexta vou pra Porto Alegre ver o show da Soledad Pastorutti na expointer, e depois sigo pro Rio de Janeiro (simmmm meu povo!) com mais 3 amigas: Nicoly, Gabi e Jé.

Mas isso é pro próximo post.

Beijos!

Retomada

08/23/2010

Pessoal, finalmente me formei e agora estou livre, leve, solta e desempregada.

Por conta disso, terei tempo de manter o blog atualizado – prometo – e com muita coisa interessante.

Só pra vocês imaginarem o que vem pela frente, tenho três viagens marcadas para lugares sensacionais (pelo menos pra mim), e vou contar cada detalhe delas aqui.

Aguardem!