Edícula

02/14/2011

A temporada chegou praticamente ao fim, e agora é hora do quê? Reformar a casa da praia para o próximo veraneio!

Inspirada pelo nome do blog, pensei: vou dar dicas sobre edículas. Esses cantinhos, normalmente tão feios e esquecidos, podem ser fantásticos refúgios: basta identificar a vocação da sua edícula e mãos à obra!

Meus pais costumam utilizar bastante a casa de praia, tanto no inverno quanto no verão. No inverno, a fachada principal fica inutilizável, pois recebe o vento sul – congelante – que impede qualquer relação com o exterior.

Pensando nisso, ano passado decidimos reformar a edícula: transformamos o que antes era uma garagem em uma sala, colocamos portas de vidro, trouxemos um fogãozinho à lenha antigo que era do meu avô, algumas mobílias do apartamento velho e aos poucos uma nova casa está tomando forma. Como minha mãe é artista plástica, a mesa de churrasco continua lá e funciona como bancada de trabalho. Essas pequenas mudanças já estão sendo muito significativas, e em dias de frio e chuva é a edícula o lugar escolhido para ver televisão e inventar algum artesanato novo. Como tudo aqui em casa é na base do improviso, até concluirmos a obra inteira, com decoração e tudo mais, vai levar mais algum tempo. Mas nada com ter uma arquiteta para opinar e fazer o trabalho andar, de uma vez por todas, né?

Bom, assim como a minha, a sua família também deve ter alguma necessidade espacial que possa ser adaptada à edícula. Abaixo vou mostrar algumas fotos interessantes e comentar o melhor de cada uma:

Bem iluminada para comilanças em família!

Acima uma sugestão legal para separar a área de churrasqueira: Com materiais rústicos (madeira, tijolo, pedra) e iluminação natural (telhas de, provavelmente, policarbonato), foi bolado este espaço super confortável, com direito a jardim de ervas, forno de pizza, churrasqueira e tudo mais que se precisa para reunir a família e os amigos em torno de quitutes deliciosos. Quem não queria uma edícula assim?

 

Sombra e água fresca

Este espaço projetado pela arquiteta Fernanda Queiroz serve de apoio à piscina e, com certeza,  deve abrigar festas homéricas. Com televisão, churrasqueira e forno de pizza (também quero), deve ser um verdadeiro oásis nos dias quentes de verão. E o melhor é que, apesar de toda sua funcionalidade, pode ser executado com materiais simples e baratos.

 

 

Charme mineiro...

O rústico é chique né? Eu adoro. Com madeiras de demolição, muitos objetos de artesanato típicos de Minas, luminárias que devem ficar lindas à noite e um fogão à lenha pra lá de charmoso, esta edícula ficou uma delícia! Árvores trepadeiras plantadas próximas aos pilares também ajudam a embelezar ainda mais sua edícula. A luz natural também foi bem aproveitada aqui, através das aberturas laterais.

 

 

Biblioteca na edícula, porque não?

Que tal um cantinho silencioso e organizado para colocar a leitura em dia? Nem só de churrasco sobrevivem as edículas, pessoal! Junte portas de vidro + boa iluminação + poltronas confortáveis e tenha a biblioteca que você sempre quis. Em dias de chuva então, é o lugar perfeito para ler e emendar aquela soneca.

 

 

Visitas na edícula! Almofadas feitas pela minha mãe, e criado azul restaurada por mim :)

Aqui em casa, além de tudo o que eu citei nas primeiras linhas desse post, nossa edícula também funciona como área de serviço, depósito e espaço para receber visitas (tem 2 quartos e 1 banheiro). Esse quarto, assim como todas as paredes que fazem divisa com as casas vizinhas, receberam azulejos imitando tijolinho (escolha do meu pai) para controlar a umidade e as manchas horríveis que ela provocava na pintura.  Decoração enjambrada mas apresentável!

 

Com um pouco de dinheiro e dedicação, você também pode dar um uso melhor para sua edícula do que aquele que elas sempre acabam tendo: Depósito de tralhas com uma mesa de churrasco.  Boa sorte!

P.S.: Não coloquei o nome dos arquitetos porque não lembro de onde peguei as fotos, estavam no meu arquivo de imagens referenciais. Quem souber, favor me informar. Obrigada.

Improvisando

02/10/2011

De tanto olhar soluções de decoração utilizando materiais inusitados em blogs e revistas sobre o assunto, fiquei com vontade de entrar para esse feliz grupo de pessoas que reaproveitam objetos para outros fins senão o original para o qual foi concebido. E foi passeando pela praia onde eu veraneio – balneário Rincão – que achei, no lixo de um supermercado, duas caixas de fruteira em ótimas condições. Joguei pra dentro do porta-malas e fui embora feliz.

Tive, como idéia inicial, utilizá-las como prateleiras no meu quarto, já que aqui na praia não tenho esse luxo. Mas foi na hora do aperto, com parentes chegando e minha mãe dando ataque de pelanca porque a casa não estava florida como deveria, que finalmente me veio à mente o destino promissor que as caixas teriam: Floreiras!

E foi assim, com a ajuda de um spray anti-cupim Jimo (R$16), uma lata de Osmocolor transparente com FPS (R$30), cantoneiras (R$5 cada), pincel, parafusos, buchas, furadeira e, claro, meu pai André, que transformei essas caixinhas em lindas e floridas floreiras. As mudas comprei em uma agropecuária e paguei R$20 por 30 unidades. Não sei o nome da flor, mas é algo tipo uma boca-de-leão. Sobrou muita tinta e muito Jimo, então guardei para usar em alguma outra aventura com madeiras.

Minha mãe ficou feliz, as visitas adoraram e agora o jardim está mais completinho. Ficou fofo quando os tomatinhos-cereja da minha mãe nasceram e enfeitaram esse cantinho de vermelho, junto com o colorido das minhas flores.

Charmosa e barata!

Realmente, dá para animar a casa gastando muito pouco.